É, mas no Brasil as coisas são assim, tentam achar pelo na cabeça do Espiridião Amin. E acham. Studio SP, o reduto dos descolados da cidade. Como sempre, bombando. Bebida cara, entrada cara e tamo ali. Motivação: Ganja Man + Echo Lenda System. Sim, porque já me propus a ir em 2 shows dos caras. O primeiro foi um pocket show. Dos 15 vocalistas tinham apenas 2 e justamente os 2 que eu menos gostava. E o segundo era pra ser ontem. Vibe incrível, Ganja Man inspirando o Ganja Burn, vodkelas coloridas misturadas com cervejas e como se isso não bastasse, em excelente companhia. Superior.
O show previsto para as 00:00hs, começaria as 02:00hs. Até aí normal. Então que as luzes se apagam, o palco é iluminado, entra um funcionário da casa tremendo na base e quando todos esperam o anuncio do show, vem a bomba:
"Galera, isso é serio. Não vai mais rolar o show, a prefeitura está com a polícia na porta e a casa será lacrada."
Norton!
Salvo os excessos, foi o mesmo que "dar uma" bem dada e na hora do gol, sua parceira sai correndo de calça jeans. Porra!! Fim de festa, mas não da noite.
Muito me admira Sr. Ale Youssef - proprietário da casa. Não deu as caras, não soube recrutar bem seus funcionários, não sabe que está no Brasil no meio do Augsta e não tem 5 paus embaixo do caixa para deixar a balada rolar por mais 2 horas. Não pagou propina ou pagou pro cara errado. Sua coluna na Trip ganhou um inimigo. E ainda assim, Kassab filho da puta.
O melhor da noite (até então) foi sair quase expulso da balada, encontrar 10 policiais com fuzil na frente da casa e no outro lado da rua: 10 puteiros abertos com as putas todas pra fora, aliciando os clientes. Essa sim, uma atividade legal, que tem total apoio dos vizinhos - porque a desculpa por terem lacrado foi a reclamação dos vizinhos. Tipo: Para de fumar maconha e ouvir rap e vão "dar uma" do outro lado da rua. Puta coerência. Foi nessa que viraram pro polícial e mandaram: "Me cago em tus muertos" ou, em português claro, "Filho da Puta, vai tomar no meio do seu cú, você, toda a sua geração, inclusive os que já morreram." É, eu não traduzi para o policial com a 12 na mão.
Sem muita opção, 02:30hs da manhã a cara foi o Sarajevo. A promessa era do "Projeto Nave" - chegamos no local e tocava uma bandinha bem fraca. Pífia. O baterista tocava o bumbo em um Surdo de samba, a caixa era o propiro corpo do Surdo, o guitarrista não tocava, fingia, o baixista eu não reparei, a caixa do grave estourou e não ouvi ele. Mas daí que, na linha de frente o maior destaque da banda. O Lincoln Ueda da India, que tocava um instrumento gigante que fazia um som quase imperceptível. A banda parou de tocar e com vocês: "DJunior!" - o Dj "begginer". Nossa senhora do céu! O pior DJ que eu já ouvi. Alternava os classicos do New Order com composições próprias sem o menor sentido. Nem preciso falar que pesei na orelha dele: "Ouh! Toca um Michael Jackson das antigas, um Ray Charles. Toca Tim Maia!". E o Junior: "Se eu tiver, eu toco." - virei as costas, perdi o respeito.
A banda voltou, pior. Mas antes a banda ruim do que o DJunior Begginer. O Bar Man prometeu. Depois da banda o DJunior vai mandar um Dance Hall! Porra! Aí sim!! Começou bem, embalou 2 na sequencia, a pista já começava a ficar pequena. Bem pequena. Na terceira música o novato se revelou. Meteu um Shaggy com "Mr. Loverman" - If you wanna be, Shabbah! - Pelo amor de DEUS!!!
Não aguentei. Antes de sair fiz questão de cumprimetar o Rookie: "Valeu Junior!! Valeu Begginer!!"