segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Olheira

A noite é dia. Pelo menos uma vez a cada 4 anos, o nacionalismo aflora. Errado, eu sei. Seja na copa do mundo ou em uma olimpíada. E apesar de todas as teses sobre o falso nacionalismo, que eu até concordo, eu fico pilhado. Já no primeiro fim de semana de competição, troquei total o dia pela noite - que já tá virando praxe, uma vez que os orientais são sede (copa e Beijing). Acelerei os batimentos na luta do João Derly - bicampeão mundial - e após sua primeira vitória, uma derrota sem nenhuma explicação. Foi assim com a Daine dos Santos em Atenas, com o Sheidt em Sidney. Não sei o que acontece, quando favoritos, os brasileiros não performam o esperado. Pressão, stress, imprensa, sei lá, dá merda. O Thiago Pereira, grande esperança brasileira se classifica pra final com o segundo melhor tempo da sua carreira, crava 4'11" e se garante em uma final olímpica - o que pra muitos já é um grande feito.
Chega na final e nos primeiros 300 metros configura entre os medalhistas, ainda no campo visual do Michael Phelps. Daí então que entra os últimos 100 metros no estilo livre e o brasileiro some do pelotão de elite. Resultado, chega em último com o seu pior tempo no ano 4'15". Covardia dizer que o Phelps ganhou, batendo o recorde mundial com só 4'03", quase meia piscina na frente do restante e dois corpos a frente do antigo (e dele) recorde mundial.
As olimpíadas me empolgam. No Judô, que eu amo assistir, acordei cedo nesta manhã pra ver as primeiras medalhas do Brasa. Ventou forte no Babilônia. Em 23 Segundos Leandro Guilero, ganha a o bronze com um Ipon insano em cima do Iraniano. A Brasileira Dos Santos, papou a primeira medalha para o judô feminino, e até agora acho que não se deu conta de tal feito. Pro Brasil, bronze é ouro. E estamos na frente da Argentina com um único bronze. Mesmo assim atrás do Azerbaijão.
Espelhar a China na condução do esporte no país é nossa meta. Em Atenas 2004, não haviam chineses de ponta na natação. Em Beijing 2008, três promissores ouros. Resultado do Projeto 159 - onde os chineses incentivaram a prática de diversos esportes que rendem muitas medalhas como a natação e onde eram fracos. Total de 159 novas medalhas a serem disputadas. 2 já se concretizaram.
O pior de tudo isso é ouvir o Nuzman, presidente do COB dizendo: "Estamos felizes porque subimos no ranking mundial. Hoje estamos equivalente a Espanha no quadro de medalhas de olimpiadas e campeonatos mundiais."
Porra! Pera lá, tá bom que a Espanha está na Europa, que vários amigos estão lá, que é primeiro mundo, mas a Espanha se não me engano tem 1/4 da população brasileira. Acho que devemos comemorar nosso crescimento, mas dizer que empatar com a Espanha é a glória, é demais.
Sou mesmo mais nacionalista na olimpíada. Sofro junto com os brasileiros em especial no Judô. Torço pro hipollito não cagar na hora H. Mas olimpíada no Brasil, desculpe, eu nem quero.

O Ninho impressiona.



E o Cubo, não existe.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

8 antes dos 7 palmos

Seguindo a sugestão de Alá, segue abaixo 8 coisas necessárias antes da pá de cal.

-Pular de um avião, sem dúvida, me faz borrar as calças. Quem já fez, diz que é muito foda. Se eu não amarelar no avião, até o final desse ano, eu vou.




-Copiando o Jonny Estrela - Gastar 1 milhão de reais.

-Ter um carro estilo SUV (utilitário esportivo) - de preferência o da Ferrari.




-Voltar ao Peru e desta vez sim xamanizar com os Índios.




-Passar pelo menos mais 1 ano no mochilão europeu.

-Ver meu(s) filho(s) nascer, crescer e me enterrar.




-Fazer "a" festa de casamento - sim, eu já casei.

-Cagar do topo de um castelo feudal num daqueles dutos que levam a bosta para baixo.

-Esmurrar alguém no transito e depois pedir desculpas. Negar o bafômetro a um policial. Ou seja, ser um pouco mais Anísio.





-Comprar um Buldog.




-Imitar alguma cena de Medo e Delírio.




-Passar em frente a sede da Rota de Bundão Lelê na janela.

Depois disso, rest in peace.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O que você faz na terça-feira a noite?

Assiste Casseta e Planeta? Assiste novela? Come fondue? Vai no Playcenter? Anda de bicicleta?

Porra! Se não gosta de carro, vá para comer um pizza na faixa comigo, um chopp.

Concordo, eu faço isso:


Mas pera aí. Também faço isso:




Teve neguinho infartando nessa última terça........

O que você faz na terça-feira a noite?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

monstro invisivel

Voces ja ouviram o novo som do rappa?

Pra mim, uma das melhores bandas do brasil e indiscutivelmente o melhor show. Desde o Rappa mundi eu compro o cd sem nem escutar antes. Foi asim com o Lado A Lado B e depois com esse ultimo da Reza Vela. o acustico é bom tb. Dai que estou indo pro trmpo, puto, e ligo na jovem pan. Depois da nova da britney, que tb é legalzinha, começa a tocar esse som....Sem saber se o rappa havia lançado novo cd, escutei, pirei, baixei e como ainda nao sei postar musicas para download aqui, segue o youtube do som!!!!





tenso!!!!!!!!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Biográfico

Começou quando eu tinha 2 anos. No inverno de 1984, o teatro de final de ano. Bermuda preta e blusa azul. Eu, de bota ortopédica porque nasci com o pé torto. Coloquei na cabeça que tinha que ir de chapéu. Fui todo pimpão para o palco, até que a professora insistiu em dizer que a apresentação não contemplava o chapéu. Apresentei de Chapéu.

Com 3 anos, lutava judô. Começava a aprender a cair no chão. Meu irmão passava da faixa branca para a azul. A cerimônia de entrega de faixas foi no Clube. E eu estava lá, fiel, do lado meu irmão. O sansei chamava pelo microfone o nome dos alunos para irem receber a faixa.
Chamou o primeiro, José. Na mesma hora levantei e fui receber a faixa. Com calma o Sansei falou:

-Calma! Ainda não é o seu dia de trocar a faixa.....

Chamou o segundo nome. Não titubiei. Fui lá novamente. E outra explicação do Sansei. E assim seguiu até o 15º e último menino. No final, depois das risadas ininterruptas do público, ganhei uma faixa simbólica.

Depois com 6 anos, na apresentação de final de ano no Maria Imaculada - meu antigo colégio. No primeiro dia de ensaio, fiquei louco. A professora teve a manha de chegar pra mim e dizer que eu seria um dos três porquinhos - o teatro era sobre os clássicos infantis. Meu Deus! Na mesma hora, acusei a professora de preconceituosa, só porque eu era gordo. Como já se viu? Causei tumulto. Resultado: Cheguei em casa e falei:

-Mãe!!Mãe!!Mãe!! Você não acredita!! Serei o príncipe da Bela Adormecida!!!

Coitada da minha mãe, só foi saber da minha manipulação no dia do teatro quando a professora, branca, veio pedir desculpas para minha mãe. Souberam que o menino de 6 anos manipulou duas véias de 40.

Com 8 anos, inventei de copiar um amigo - magrinho - e resolvi subir na privada, depois no muro do banheiro para ver a Vanuza - minha paixão de infância. Todo mundo falou:

-Não vá!! Você vai se dar mal.......

E eu? Fui. Escorreguei, quebrei a privada, fiquei com a bunda de fora e até hoje carrego uma cicatriz.

Em Los Angeles, 11 anos, com a família, num parque de montanha russa recebi a orientação:

-Filho! Não saia daqui. Vou no banheiro. Se eu demorar, fique aqui mesmo assim.

Parece que recebi ordem contrária. Demorou 10 minutos e como quem não quer nada, fui num brinquedo. Saí, não vi minha mãe e fui em outro. As 18hs, há 2 horas do parque fechar, encontro meus pais em pranto total e meu irmão puto. Resultado, fiquei de castigo, mas conheci todos os brinquedos do parque. Até hoje meu irmão tá puto.

Tudo isso, fez parte das minhas memórias que trouxe à tona no último módulo do recente curso de consultores que terminei. Este foi o módulo biográfico. O impressionante é ver que com alguns simples exercícios, conseguimos lembrar de coisas fantásticas da nossa infância. Existe a terapia biográfica, que eu fiz e recomendo muito. O que você é hoje, é um reflexo de cada etapa da sua história. Incrível, como consultor, é reparar os padrões que se repetem em todos os momentos da vida. Acima, destaquei algumas poucas memórias que tive. Ao ouvir minhas histórias, um consultor virou pra mim e perguntou:

-Você já aceitou algum não na sua vida???

Fez todo o sentido. Já tá na hora de aceitar. E acreditem, eu era assim quando comecei a dizer não.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sobre Melancia, filho e Lucas.

Redundância dizer que a mudança radical tá marcando esse ano. O mundo todo está mudando. E rápido.

Enquanto isso no Brasil, as cenas se repetem. E o pior (ou melhor), eu fui o responsável por isso. Parar um evento de carros antigos - meu mais novo filho - para 300 loucos que nunca viram mulher se aglomerarem para disputar um pedaço da melancia. Posso dizer, é feia, gordinha (sem preconceito!), e tem um rabo desproporcional que causa náuseas nas mulheres em volta. Os homens enfartam quando sem querer querendo a saia sobe pouco acima da cintura. Eu mesmo, canalizei tudo pro evento. Pra mim foi ótimo. Há quem não tenha gostado, mas esdrúxulo, desculpa, significa excêntrico, extravagante. Ironia e poesia estão sim na veia. Não tem como fugir.

Novo filho? Exato. Apesar de há muito tempo o tratar assim, só agora reconheceram a paternidade. De quebra ganhei um departamento, uma funcionária e o melhor, liberdade para decidir. E aí, meus fãs, não poderia ser diferente, já comecei a agregar a família. Reparem o crédito da matéria, ou dessa aqui , ou ainda dessa.
Daí quando você acha que já sabe de tudo, é surpreendido. Já disse pessoalmente pra JK Roling brasileira - por hora espanhola - mas repito aqui. É incrível como ao ler a história do pequeno Lucas, consigo imaginar perfeitamente o cenário descrito, o vale, os pássaros, a toca, a caixinha de madeira, o bailar da úrsula, a neve.... Queremos mais.

Passou por aqui o dia dos namorados. Eu to próximo de 6 anos de união de muito amor, mas o Ursinho, por enquanto, ainda nada. Não vejo a hora. Dois brothers de verdade romperam a união e deixaram de lembrança as cenas inesquecíveis daquele bangalô da Ilha Bela. Mas como diz o sábio Nelson Ned "Tudo Passa. Tudo Passará." O tempo é o pai. Mas a ansiedade é o tio. Recorram sempre ao colo da Mãe.